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Ruediger Advogados Associados

Regras de funcionamento

Política do Canal de Ouvidoria

Esta política explica como o canal funciona, o que o escritório se compromete a fazer com cada manifestação e quais são os limites desse compromisso. Ela vale para denúncias, reclamações, sugestões, elogios e dúvidas recebidas por esta página.

1. Para que serve este canal

O canal existe para receber, com segurança, notícias de condutas irregulares e outras manifestações sobre a atuação do escritório, e para que elas sejam apuradas de forma imparcial. Ele é mantido pela Ruediger Advogados Associados e integra os controles internos de integridade do escritório.

Sua estrutura segue os parâmetros que o ordenamento fixa para canais dessa natureza: o art. 57, X, do Decreto 11.129/2022, que trata de canais de denúncia abertos e amplamente divulgados a colaboradores e terceiros, com mecanismos de tratamento das denúncias e de proteção a quem denuncia de boa-fé; e o art. 23, II, da Lei 14.457/2022, que fixa procedimentos de recebimento e acompanhamento de denúncias de assédio e violência com garantia de anonimato de quem denuncia. O escritório adota esses parâmetros como padrão do canal, no que couber à sua estrutura, e não apenas na medida em que sejam exigíveis dele.

2. Quem pode usar

Qualquer pessoa: clientes, sócios, advogados, associados, estagiários, empregados, fornecedores, correspondentes, partes contrárias e o público em geral. Não é preciso ter relação prévia com o escritório, nem se identificar.

3. O que pode ser levado ao canal

4. Como sua manifestação é tratada

Todo registro recebe protocolo, passa por triagem de risco, ganha um responsável e um status, e é apurado na medida do que a informação recebida permitir. O escritório não promete previamente qual será o resultado: o desfecho depende do que a apuração demonstrar.

5. Imparcialidade e impedimentos

Antes da triagem, verifica-se se quem apuraria tem qualquer relação com o fato ou com as pessoas envolvidas. Havendo relação, essa pessoa fica impedida e a apuração passa a outra.

Se a manifestação envolver quem participa da administração deste canal, registre-a sem se identificar e indique essa circunstância no próprio relato: a apuração será conduzida por sócio sem relação com o fato, e quem estiver envolvido não terá acesso nem participação.

6. Não retaliação

Ninguém sofrerá retaliação por manifestar-se de boa-fé ou por cooperar com uma apuração. Retaliação é, por si só, uma violação autônoma — apurada e tratada de forma independente do resultado da manifestação que a motivou. Isso vale igualmente para tentativa de interferir na apuração, destruir evidência ou ocultar informação.

7. Confidencialidade e anonimato

O acesso às manifestações é restrito à equipe responsável, sujeita ao sigilo profissional da advocacia. O conteúdo é armazenado de forma criptografada e não é divulgado além do necessário para apurar e decidir.

O canal aceita manifestações anônimas e elas recebem a mesma atenção. É importante, porém, ser franco quanto ao alcance dessa proteção: o escritório não promete anonimato absoluto. O próprio texto do relato pode conter elementos que identifiquem seu autor, e determinações de autoridade competente podem alcançar as informações existentes. O que o canal garante é não exigir identificação, não registrar dado de navegação vinculado ao relato e não revelar a origem por decisão própria.

8. Boa-fé

A proteção descrita nesta política pressupõe boa-fé, e não exige que a suspeita se confirme: manifestação apurada e não comprovada não gera consequência para quem a apresentou. Situação diferente é o relato feito de má-fé, com informação que se sabe falsa — esse é tratado como conduta própria, sem prejuízo do contraditório.

9. Proteção de dados pessoais

Os dados recebidos por este canal são tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), com minimização, acesso restrito e finalidade limitada à apuração. O detalhamento — bases legais, compartilhamentos, prazos e seus direitos — está no Aviso de Privacidade.

10. Decisões são humanas

A automação deste canal cuida de recebimento, protocolo, prazo, registro e organização. A avaliação, a conclusão da apuração e qualquer medida decorrente são sempre de decisão humana identificada, nunca de sistema automatizado ou de inteligência artificial.

11. Prazos e retorno

O prazo inicial de análise é de até 10 dias úteis, contados do registro. Nesse prazo a manifestação é triada e recebe um responsável, e o resultado dessa primeira análise fica disponível na página de acompanhamento. Esse prazo é de análise, não de conclusão: apurações que dependam de reunir informações levam o tempo proporcional à sua complexidade e ao risco identificado na triagem, e o status é atualizado enquanto elas correm.

O acompanhamento é feito exclusivamente pela página de acompanhamento, com o protocolo — que não pode ser reemitido. Sem contato informado, esse é o único caminho de retorno.

12. Limites deste canal

Este canal não presta atendimento jurídico, não recebe petições, não substitui os órgãos públicos competentes e não estabelece relação de cliente com o escritório. Manifestações sobre processos em andamento devem ser tratadas com o advogado responsável pela causa.

13. Vigência e revisão

Esta política pode ser revista para refletir mudanças no canal, na estrutura do escritório ou na legislação. A versão vigente é sempre a publicada nesta página.

Versão 2 — agosto de 2026.

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